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sábado, 10 de maio de 2014

Relato de mãe/ Paula e Cecília.




Como não poderia faltar, aqui está o meu relato de mãe. Vai ser grande!  Guarde a preguiça no bolso e venha ler comigo! :D

Sou mãe de Cecília e o nascimento dela foi um marco em minha vida. Existe uma Paula antes da maternidade e outra depois, bem diferente, com certeza!

Quando descobri este amor imenso, ele me mudou por completo (acho que para melhor).

Passei a ser uma pessoa mais compreensiva, mais carinhosa, mais dedicada, mais questionadora, mais protetora, mais emotiva, mais verdadeira e o que eu acho mais importante: descobri em mim um potencial!

Não sabia que seria tão envolvida com a maternidade, pelo contrário, nunca me interessei muito por assuntos de criança e bebês, tinha uma certa rejeição, inclusive.

Quando descobri que estava grávida, não foi o fim do mundo, fiquei até bem tranquila, isso, por si só, já foi surpreendente!

Talvez este tenha sido o primeiro sinal de que algo bom já havia se instalado em minha alma e mudado, sem que eu percebesse imediatamente, o meu jeito de ver as coisas.

Eu recebi, com muita tranquilidade a missão de ser mãe, apesar de não ter planejado a gravidez para aquele momento em especial.

A gente se casou um mês antes de Ela nascer, no cartório, sem muita cerimônia, mas com muita vontade de estarmos juntos de uma vez por todas! Nosso amor é um amor sem protocolos, sem rótulos, é do nosso jeito. Esse lance de namorar por 20 anos, noivar por mais 50, fazer uma festa para 300 pessoas... Bem, não seria o nosso caso! ;)

A gravidez foi bem cansativa, eu ganhei 17 kg, enjoei muito, tive estrias e varizes, infecção urinária 2 vezes, e um bebezão de 4,5kg. Trabalhei durante toda a gestação e, confesso, que me senti preterida e injustiçada muitas vezes em meu ambiente de trabalho (mas isso vai ficar para outro post, ok? rsrs)



Ao final da gestação, estava eu com o bebezinho nos braços. Insegura demais... na saída da maternidadematernidade, eu tive a sensação de "E agora? O que é que eu faço?"

Nos primeiros dias, contei com o auxílio de minha irmã (que estava no Rio, mas conseguiu passar uma semana comigo), meu pai, meu esposo e minhas tias. Passados os primeiros dias, restou apenas mãe e filha. Era só eu e ela e o cansaço! Rsrsrs!

Foi, realmente, muito cansativo o início! Uma jornada de não dormir quase nada, de amamentar toda hora, de não ter ninguém pra poder revesar comigo. Contava os minutos, no relógio, para a chegada do meu esposo do trabalho, para poder ter alguém pra conversar, pra ter um tempinho pra tomar um banho... Ufa!



Não tive minha mãe comigo e ela seria uma ótima vovó! Minha mãe era daquelas que passava horas cuidando da gente, quando estávamos doentes. Passando remédio, trazendo um suquinho natural com mel... Acordando a gente com beijos!! Ela era de outro planeta!! :D

Quando ela estava no hospital doente, ela me perguntou se ela não chegaria a conhecer os netinhos dela. Na hora, eu achei a maior bobagem, e falei: "Que nada, Mãe! Vai conhecer sim!" (Eu tinha tanta certeza que ela ia sair curada daquele hospital... mas... eu estava errada...)

Durante o período da amamentação eu senti muita falta dela! Quando eu já estava esgotada de não conseguir dormir por conta do bebê e por conta da dor horrível no peito (empedrado, duro, inchado), eu não sabia mais o que fazer, então comecei a chorar feito uma criança: "Eu quero minha mãe..." .Chorava baixinho e para dentro... Foi duro, mas tive que superar muitas situações... Isso me fez muito mais forte!

Se eu sou uma mãe preocupada, amiga, dedicada, com certeza tem haver com o fato de eu me sentir totalmente responsável pela criação de minha filha. Tinha que ser eu, eu e eu para tudo relacionado ao bebê.

Os meses foram passando e chegou o fim da licença maternidade (4 meses). Pedi demissão, pois já estava morando em outra cidade e também porque eu não queria voltar ao trabalho naquele momento. Não mesmo!

Surgiu em mim uma convicção de que eu não deveria mais trabalhar, apenas, para ganhar dinheiro, como eu vinha fazendo. Entendi que, esta pausa, seria o momento de repensar o que eu realmente queria fazer e buscar realização profissional, reconhecimento. Trabalhar com algo legal, que me fizesse bem...

Estou preparando o terreno para empreender! Breve, novidades! Assim espero! Planejamento e foco! Vamos lá! :D

A filhota foi crescendo, saudável, alegre, com muito amor, em família... tem sido uma experiência e tanto viver assim: pai, mãe e filha!



Eu tenho muita sorte de ter encontrado Diego, não tenho dúvida! Ele é um super paizão e é meu grande amor! Minha rocha, que não se abala com nada, sempre otimista, sempre com uma atitude positiva! :D

Moro no interior, numa casa com jardim e quintal, num condomínio cheio de crianças, com vizinhos, que são verdadeiros amigos (Polli e Netinho, adoro vocês!) É... tenho muita sorte mesmo!

Conto isso, porque, apesar das dificuldades, de ter mudado de cidade, de estar longe da minha família, encontrei muitas coisas boas por aqui e estou me sentindo em casa e feliz!

Resolvi recomeçar a estudar, fiz vestibular novamente, passei em primeiro lugar! Eahhhh! Estou curtindo demais o curso e os colegas da Universidade.

Também retomei o curso de direção, e agora, estou dirigindo (barbeira) por aí... kkkkk! Foi um recomeço! Estou, realmente, vivendo uma outra etapa da minha vida.

Ceci está cada dia mais linda! Posto tudo na internet (facebook, blog, instagram) para que a minha família e amigos possam acompanhar, ainda que de longe, o crescimento e o desenvolvimento dela.

Ser mãe tem seus desafios diários que envolvem bagunça, sujeira, xixi, cocô, birra, sono, fome, doença etc. Não adianta mentir nem esconder os fatos... essas mães que dizem que o filho é um anjo, que dorme a noite toda, que nunca fez birra, que nunca adoeceu, desconfie! Existe algo de muito errado nisso aí! Hahahahahahahaw! ( Minha filha ela é retada, sabe como é, né?)

Mas, ser mãe é também ser amada, ser muito amada, por um amor tão verdadeiro, tão puro... é até difícil de explicar! Você passa a ser a pessoa mais importante de alguém, que depende totalmente de você e, para essa pessoinha, você é o mundo perfeito, com quem ela quer estar para se sentir bem e segura, como se você fosse uma casa, que protege e que guarda... bom... é difícil de explicar... É AMOR! 😍

 (Mama)

3 comentários:

Bia disse...

Own amei o relato, Ceci está cada dia mais linda! Parabéns pelo dia de hj Paula!!! Eu confesso que meu relógio biológico já começou a dar sinal de vida, lendo seu texto mais ainda rs

ANA CRISTINA BOMFIM PEIXOTO disse...

Muito lindoo! Sua maternidade foi uma bênção, uma alegria, em um momento em que todos precisavamos. Pra mim, foi na hora certinha. Feliz dia das mães! :)

Fabiana Lima disse...

A sua mudança não dá para passar desapercebida mesmo, mesmo para mim que me torno tão distante. Bjs

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