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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Por que não bater?

Por que não bater?

Porque eu não gosto!
Porque não me sinto bem fazendo isso!
Porque fico mais estressada ainda!
Porque não resolve o problema!

Tudo em relação a mim? Sim!

Eu sou a parte adulta da relação, então, creio que eu tenho que entender meus sentimentos antes de agir. Minhas atitudes são reflexo do que eu sinto, penso... Então...

Se eu me sinto mal batendo numa criança, o que isso quer dizer?


Que, no mínimo, eu sou uma pessoa empática e que não curte ver o sofrimento alheio.

Que, de alguma forma, fico sensibilizada e não desejo estar na posição de opressora.

Se eu já me exaltei? Sim! No ápice dos momentos de raiva e descontrole (me arrependo muito!)

O que eu ouço por aí:

-"É só um tapinha".
-"Tapa de mãe não dói".
-"Nossa geração apanhava mais e era mais educada"
- Blá-blá-blá...

Bom, eu não me sinto bem fazendo isso... nem aplicando certos castigos também...

Então, faz como?

Busco ler mais, procuro auxílio em grupos de criação com afeto, técnicas diversas que não envolvam oprimir, bater, humilhar, castigar.

Isso existe?

Sim, existe! O amor existe! O afeto existe! O carinho existe! (Mesmo nestes tempos loucos em que vivemos... com pessoas amarradas em postes e ensanguentadas... tempos difíceis, de exaltação da violência... mas...)

É possível educar com afeto? E a disciplina?

Uma criança disciplinada através do rancor, da raiva, da agressividade é algo para se pensar bem (o que queremos para o futuro?)

Disciplina é o que? A criança fazer tudo que um adulto deseja?

É tão difícil cogitar a possibilidade de uma criança ser bem educada, disciplinada e amorosa?

Porque disciplina está sempre associada à punição ou algo ruim?

Tudo começa com uma simples questão filosófica: Quem eu quero ser para meu filho, já que sou um espelho para ele?

Quem se interessa por criação com apego pode ler mais em:

https://www.facebook.com/crescersemviolencia?ref=ts&fref=ts

E, se procurar mais sobre os temas: criação com apego, criação com afeto, maternagem etc., vai encontrar um caminho lindo, desafiador, com muitas cabeças pensantes (psicólogos, médicos, doulas, mães, pais, educadores) envolvidos com esta causa.

Eu tenho me orientado desta forma. Não sou regra, nem exemplo pra ninguém, apenas não quero ser uma pessoa que precisa bater em outra para se afirmar. Inclusive, como já disse, não me sinto bem no papel de agressora... então, este é o melhor caminho para ficar tranquila com minha consciência e com meus sentimentos. Espero estar fazendo o melhor...

Espero, honestamente, que este seja o caminho certo. Estou seguindo meus sentimentos mais genuínos...

(Mama)




Um comentário:

Fabiana Lima disse...

Certíssima, Mama Lumen, só apanhei uma vez meu irmão nunca apanhou é somos dutos dignos, violência somente gera violência.

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