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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ter filhos é uma imposição social?

Imposições sociais percebemos várias no cotidiano. Ter filhos também é uma imposição social? Há, no capítulo 7 do Livro da Maternagem, um texto que aborda esta temática (Bem interessante! Que livro maravilhoso! Uma verdadeira Bíblia da criação com afeto! Super indico!).

Eu acho que sim! Os casais são "cobrados" a terem filhos. Logo após o casamento, é uma pergunta recorrente. (Eu mesma canso de perguntar aos meus amigos casados quando nascerão os bebês! Rsrsrsrsrsr! Tenho que barganhar amiguinhos para Ceci, né?). Quando solteiros, as principais imposições sociais são outras...

Há uma contradição, contudo! Ao mesmo tempo que é reforçada a idéia de que casais precisam ter filhos, é exigido aos pais (homens e mulheres) que sejam profissionais de sucesso, reconhecidos e com grana! Acontece que o sucesso profissional requer tempo, qualificação, experiência, devoção... Então, mesmo os casais que querem filhos, acabam adiando (quase que infinitamente) tê-los. Sem nenhum julgamento negativo a este respeito, apenas destaco uma constatação. (Afinal, cada um faz da vida o que deseja, né?)

Achei interessante a perspectiva abordada no livro, que diz o seguinte: "Quando se vive em sociedade, seja lá qual for, vive-se sob o julgo dos valores e imposições da mesma. Assim, temos ou deixamos de ter filhos influenciados pela valorização ou depreciação que a sociedade faz em relação à maternidade."

Pensando a respeito, creio que, na sociedade em que vivemos, apreciam-se casais com filhos, desde que eles sejam reconhecidos profissionais e tenham grana para bancar os seus menores. (Esta é a minha opinião, baseada nas leituras que faço e nas vivências diárias).

Mais uma parte interessante do Livro da Maternagem: "Vivemos numa sociedade patriarcal e capitalista. Neste contexto, a menina percebe, desde pequena, que ser igual à mãe é ser inferior. A superioridade pertence ao homem, que trabalha e produz o capital".

Mulher! Mulher! Mulher! Infinitas são as cobranças sociais sobre ti!

-Seja bela!
-Seja boa mãe!
-Seja sexy!
-Seja amorosa!
-Seja boa na cozinha!
-Seja a cuidadora dos idosos!
-Seja uma profissional reconhecida!
-Seja saudável!
-Seja magra!
-Seja líder!
-Seja paciente!
-Seja exemplo e blá-blá-blá (ninguém consegue ser isso tudo, meu amigo, nem na novela! Rsrsrsrs!).

Como não existe receita de bolo nem resposta para tudo, continuo com as minhas reflexões a respeito do tema e, lendo mais textos interessantes, publico aqui no blog! Este é um papo "pra mais de metro"! Rsrsrsrsrs! :D  (Mama)





2 comentários:

Unknown disse...

Também acredito que sim, Paula! Um grande-pequeno adendo meu rs: desde criança somos "doutrinados" a lidar com a paternidade/maternidade, seja nas brincadeiras (casinha, bonecos...), seja dentro de casa, na escola ou mesmo no meio. Diversos filósofos, inclusive, já afirmaram que a personalidade e todos os métodos de convivência social dos seres humanos foram desenvolvidos em função da sexualidade e suas derivações, entre elas a paternidade/maternidade. Uma leitura muito interessante referente ao assunto são os ensaios sobre a sexualidade, de Freud. Eu ainda não tive a oportunidade de lê-los (rsss), mas já li sim uma das partes em específico, chamada "fase fálica", onde Freud explica o surgimento do "narcisismo" nos meninos, e a vontade das meninas de "ter um filho", numa abordagem totalmente despida de rodeios sobre o desenvolvimento psicossexual. Sempre quis ler esses livros inteiros, porém as condições me restringem no momento rsss, então eu deixo pra uma próxima.
O seu blog está ótimo, sempre que puder eu passo aqui pra dar uma olhada e contribuir como puder.
Um abraço de Albert, seu colega de Adm

Lany Rodrigues disse...

Gostei do tema, do texto e da opinião do colega aí de cima, mas continuo achando que o mundo não está preparado pra receber mais crianças até que consigamos dar conta das que já produzimos.

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