❤ Um Blog para quem curte a maternidade com afeto. ❤

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Você já é um homem, não pode chorar! :S

Assistindo a um vídeo, na internet, que muita gente compartilhou como lindo, pensei a respeito de como as pessoas (adultos) adoram mandar os pequenos CALAREM A BOCA e NÃO CHORAREM! Aff!

Choro de criança é chato! Todo mundo sabe disso (inclusive os pais). Mas, gente, a criança tem o direito de chorar! Faz parte do show!!!!

No vídeo, um menininho fica dizendo, sem parar, algo do tipo: "Lembra o que a mamãe disse? Você já é um homem, não pode chorar."

PELAMORDEDEUS! Nãaaaaao! Ele não é um homem (é uma criança)! Ele pode chorar sim (é uma criança)! E a mamãe dele o deixou na escolinha e só vem buscá-lo horas depois... então, ele pode chorar sim!

Para você que compartilhou este vídeo e achou lindo, desculpe-me, mas eu achei triste de se ver! Na minha opinião, está tudo errado alí!

1- Reforço do machismo (seja homem!)
2- Repressão das emoções (não chore!)
3- Mamãe só vem buscar quando for a hora (sensação de abandono com hora marcada!)

Como fazer? RESPOSTA: Com presença, com carinho, com atenção, apresentando a pró como amiga, a escolinha como um espaço legal, deixando chorar se a criança quiser, com o apoio de um adulto de confiança, sem imposições, com cobranças equilibradas, de acordo com a faixa etária, sem jargões (seja homem!) e sem preconceitos (homem não chora!).

Chore sim, neném!  Que a Cuca não vem pegar coisa nenhuma, mesmo que a mamãe tenha ido para a roça e o papai trabalhar! :D   (Mama)


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Ter filhos é uma imposição social?

Imposições sociais percebemos várias no cotidiano. Ter filhos também é uma imposição social? Há, no capítulo 7 do Livro da Maternagem, um texto que aborda esta temática (Bem interessante! Que livro maravilhoso! Uma verdadeira Bíblia da criação com afeto! Super indico!).

Eu acho que sim! Os casais são "cobrados" a terem filhos. Logo após o casamento, é uma pergunta recorrente. (Eu mesma canso de perguntar aos meus amigos casados quando nascerão os bebês! Rsrsrsrsrsr! Tenho que barganhar amiguinhos para Ceci, né?). Quando solteiros, as principais imposições sociais são outras...

Há uma contradição, contudo! Ao mesmo tempo que é reforçada a idéia de que casais precisam ter filhos, é exigido aos pais (homens e mulheres) que sejam profissionais de sucesso, reconhecidos e com grana! Acontece que o sucesso profissional requer tempo, qualificação, experiência, devoção... Então, mesmo os casais que querem filhos, acabam adiando (quase que infinitamente) tê-los. Sem nenhum julgamento negativo a este respeito, apenas destaco uma constatação. (Afinal, cada um faz da vida o que deseja, né?)

Achei interessante a perspectiva abordada no livro, que diz o seguinte: "Quando se vive em sociedade, seja lá qual for, vive-se sob o julgo dos valores e imposições da mesma. Assim, temos ou deixamos de ter filhos influenciados pela valorização ou depreciação que a sociedade faz em relação à maternidade."

Pensando a respeito, creio que, na sociedade em que vivemos, apreciam-se casais com filhos, desde que eles sejam reconhecidos profissionais e tenham grana para bancar os seus menores. (Esta é a minha opinião, baseada nas leituras que faço e nas vivências diárias).

Mais uma parte interessante do Livro da Maternagem: "Vivemos numa sociedade patriarcal e capitalista. Neste contexto, a menina percebe, desde pequena, que ser igual à mãe é ser inferior. A superioridade pertence ao homem, que trabalha e produz o capital".

Mulher! Mulher! Mulher! Infinitas são as cobranças sociais sobre ti!

-Seja bela!
-Seja boa mãe!
-Seja sexy!
-Seja amorosa!
-Seja boa na cozinha!
-Seja a cuidadora dos idosos!
-Seja uma profissional reconhecida!
-Seja saudável!
-Seja magra!
-Seja líder!
-Seja paciente!
-Seja exemplo e blá-blá-blá (ninguém consegue ser isso tudo, meu amigo, nem na novela! Rsrsrsrs!).

Como não existe receita de bolo nem resposta para tudo, continuo com as minhas reflexões a respeito do tema e, lendo mais textos interessantes, publico aqui no blog! Este é um papo "pra mais de metro"! Rsrsrsrsrs! :D  (Mama)





domingo, 2 de fevereiro de 2014

Vamos contar até 5?


O que eu mais curto nos blogs que eu leio, além da troca de experiências e de vivências entre as pessoas, são as dicas!! Dicas de formas alternativas de lidar com as diversas fases da infância, de criação com apego. Dicas que deram certo com os pais e eles sentem vontade de COMPARTILHAR!! Há verbo mais lindo que este? Eu acho isso fan-tás-ti-co!! 
Então, vou logo dizendo, esta dica que eu vou postar hoje, eu li em outro blog, achei legal, apliquei na prática, funcionou, e, agora, eu estou passando a corrente para frente.
A dica é: vamos contar até 5?
1... 2... 3... 4... 5...

Quando a criança estiver entretida com um brinquedo ou uma situação, e o adulto precisar retirá-la, por algum motivo do lugar, ou encerrar a brincadeira; a idéia é a de avisar a criança que já está na hora de terminar aquela atividade. Que o adulto vai esperar ela terminar de brincar e contar até 5 para que ela possa se "despedir". FUNCIONA MESMO
Exemplo: você está no shopping, entrou numa loja e a criança quer um brinquedo. Avise que vai esperar ela brincar um pouco, mas que depois terão que ir fazer outra coisa. Espere a criança matar a vontade de ver, pegar, curtir o brinquedo. Num segundo momento, explique que já está na hora de ir e que você irá contar até cinco. Vale pedir pra ela se despedir do brinquedo, dar beijo, abraço, dar tchau etc. Conte devagar e, quando chegar ao número cinco, verá que, com calma, a criança estará disposta a partir. Ela pode até choramingar um pouco, mas, nem de longe, será uma birra, um escândalo, uma gritaria, um choro sentido ou revoltado. 
Lógico que cada criança é de um jeito e não existem regras! Mas a dica, na verdade, sugere que, com paciência, e entendendo os sentimentos dos filhos, os pais consigam se comunicar melhor com eles. Vale testar! Aqui deu super certo! :D   (Mama)